
A C. avarencis é (até ver) o maior aracnídeo conhecido no médio Oriente, podendo ter uma distância máxima entre patas de 14 cm. Ou seja são precisas apenas duas destas aranhas para encher uma folha A4.

A C. avarencis não tece teias. Vive numa toca que constrói na areia. É nessa toca, camuflada por uma porta-alçapão feita de grãos de areia colados uns aos outros, que a C. avarencis espera pelas suas presas (insectos e pequenos lagartos). É um animal nocturno, que prefere nas noites mais quentes de Verão.
Muito está ainda por descobrir sobre esta nova espécie. Não se conhece o número exacto destas aranhas e não se sabe se existem noutros locais. Estas informações são extremamente importantes porque as dunas que constituem o habitat da C. avarencis correm o risco de desaparecer, transformadas em solos agrícolas e utilizadas como fonte de areia para construção civil, para não falar da exploração de minérios. As Areias de Samar, que já tiveram uma extensão de 7 km2, actualmente não ocupam mais de 3 km2.

Os cientistas que descobriram a C. avarencis alertam ainda para o facto de as Areias de Samar serem um habitat pouco conhecido e pouco explorado, podendo existir neste local outros animais ainda desconhecidos, pelo que é muito importante a sua preservação.
Crédito fotográfico:
(1) Roy Talbi, cortesia da Universidade de Haifa;
(2) Yael Olec, cortesia da Universidade de Haifa;
(3) Yael Olec, cortesia da Universidade de Haifa.